Quantas vezes você observou pessoas se aventurando pelo mundo, praticando atividades muitas vezes arriscadas e que parecem loucuras, e se perguntou o que as levam a fazer isso. O que faz com que tantas pessoas arrisquem suas vidas em esportes radicais e aventuras? Qual seria a real motivação de alguém que escala as maiores montanhas do mundo? Eles sabem que ficarão quase sem oxigênio, que sofrerão durante o caminho, que há grande possibilidade de suas mãos e pés congelarem, então por que continuam? São estas e muitas outras perguntas que passam pela cabeça daqueles que estão apenas observando. Além do singelo e tímido elogio: “como eu queria ter essa coragem”.

Eu, por muitos anos, me fiz essas mesmas perguntas e procurei entender o que se passava pela cabeça dessas pessoas e, hoje, finalmente começo a ter uma resposta.

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Primeiro contato com os esportes radicais e aventuras

Sempre senti uma afinidade com o surf. Via os filmes, ouvia as histórias e sentia alguma ligação com o esporte, mas nunca parei para praticá-lo. Talvez um pouco de medo de enfrentar o gigante que é o mar e suas ondas ou quem sabe a pancada que levei de uma prancha quando tinha 9 anos. Ou algum outro motivo desconhecido, não sei. Até que uns anos atrás percebi que esta não era a melhor forma de se viver, talvez a mais “segura”, mas não era a história que eu queria viver.

A primeira vez que realmente parei para praticá-lo foi durante uma viagem para Biarritz, na França. Fiz 3 dias de aula, mas foi somente no 4º dia, em que resolvi pegar uma prancha menor e encarar a água sozinho, que comecei a encontrar as respostas para minhas perguntas.

Passei a entender que as maravilhosas paisagens, em que são praticados estes esportes de aventura, são secundárias perto do auto conhecimento e do desafio que eles proporcionam. Você sai, após a prática, com a sensação de superação, de libertação (dos teus medos e até mesmo dos teus problemas) e com o desejo de querer ir sempre além.

Desde o momento em que enfrentei meu “passado” e, junto, os receios que possuía com esses tipos de esportes, passei a ver a aventura como uma escola para a vida. Uma escola na qual se aprende a descobrir qual é o seu limite e, ao mesmo tempo, qual a sua força de vontade em superá-lo. Em que se toma conhecimento de quais são suas verdadeiras inseguranças e como você lida com elas. Descobrir até que ponto o medo influencia em suas atitudes e decisões, o quão de suor e dedicação você esta realmente disposto a doar … enfim, um verdadeiro descobrimento de si mesmo.

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É por estes e outros motivos que aqui no Vida Outside baterei constantemente na tecla a respeito de se viver, ou pelo menos experimentar, novas aventuras. Acreditamos que toda pessoa possui uma força desconhecida dentro de si e a única forma de conhecê-la é saindo de sua zona de conforto.

A escolha agora é sua. Você pode continuar se limitando com pensamentos do tipo que “não consegue, não tem força suficiente, que é impossível (mesmo vendo outras pessoas fazendo)” e até mesmo achar que já se conhece e que não deve provar nada para ninguém. Ou então pode desafiar a si mesmo e sentir as maravilhosas sensações que os esportes radicais e as aventuras proporcionam em nossas vidas. O que vai escolher?

 

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