Que ser humano nunca desejou saber qual a sensação de voar, mesmo que por alguns segundos? Quem nunca se viu no topo de um prédio e ao olhar pra baixo imaginou como seria se aproximar de suas extremidades, respirar fundo e se jogar? Pois algumas pessoas resolveram desvendar como é estas sensações e hoje não só continuam entre nós, felizmente, como também tornaram disso mais um esporte radical: o BASE Jump, tido por muitos como o esporte mais perigoso do mundo, mas que também proporciona uma sensação única e incrível.

Talvez você nunca tenha ouvido falar sobre o BASE Jumping, mas certamente já ficou arrepiado com imagens e vídeos, alguns inclusive já citados por nós entre os “Melhores Vídeos de Aventuras“, desse esporte radical. Muito confundido como se tratando de apenas mais uma modalidade do Paraquedismo, ambos na verdade são bem distintos e possuem seus riscos e equipamentos próprios. Na verdade, podemos até ver o BASE Jump como um novo desafio para os paraquedistas, uma vez que é altamente recomendado que se tenha pelo menos 200 saltos do avião e esteja bem preparado tanto fisicamente como mentalmente para começar a se aventurar de pontos fixos, como ocorre no BASE Jumping.

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A dinâmica dos saltos

A dinâmica do B.A.S.E Jump é até que simples, suba até o topo de um ponto fixo, são justamente estes pontos que inspiraram sua denominação: Building (Edifícios), Antennas (Antesnas), Span (Pontes) e Earth (Montanhas e Penhascos), salte e abra seu paraquedas. Mas o que acontece é que desde antes de saltar a adrenalina já começa a tomar conta de seu corpo e a cada segundo da queda ela aumenta enquanto você sobrevoa numa velocidade acima de 190 km/h rente ao precipício, até o ponto em que finalmente o paraquedas é aberto e uma nova sensação de segurança, liberdade e prazer arrepia todo seu corpo.

É claro que, assim como praticamente todos os esportes radicais, a adrenalina será maior durante os primeiros saltos e diminuirá um pouco a cada novo. Mesmo que nenhum salto seja igual ao anterior, muito por conta de fatores da natureza como o vento, por exemplo, sua mente “aprende” a se acostumar com a velocidade com o tempo. É então que seus praticantes começam a testar seus próprios limites e a saltar em lugares exóticos e inimagináveis, fazer alguns truques no ar, passar cada vez mais rente dos precipícios, entre muitas outras coisas possíveis pra não deixar que essa carga de adrenalina diminua.

Clique aqui e veja o vídeo da TV Vida Outside: BASE Jump – Cingapura Skypark

Além disso, também existem duas modalidades dentro desse esporte que se relacionam, principalmente, com a sensação e também o ponto de onde você irá saltar. De lugares mais baixos, em que o tempo de queda é menor, os praticantes utilizam apenas um paraquedas como equipamento; já de lugares mais altos o praticante costuma saltar vestindo wingsuit, uma roupa com asas que prolonga o tempo no ar e dá ao praticante a sensação mais próxima de estar realmente voando possível. Ambas contam com seus próprios desafios e necessitam muita coragem para serem praticadas.

A verdade é que no BASE Jump não existe nada fácil e até mesmo os atletas mais experientes e com números surpreendentes de saltos estão expostos aos riscos e perigos que falarei a seguir.

Wingsuit Basejumping – The Need 4 Speed: The Art of Flight from Phoenix Fly on Vimeo.

O esporte radical mais perigoso do mundo

Esse esporte que tem atraído cada vez mais adeptos possui altos riscos e exige muito auto controle de seus praticantes. Todo cuidado é pouco e qualquer erro pode ser fatal neste que é considerado por muitos como sendo o esporte radical mais perigoso do mundo. Mas a verdade é que se bem preparado o salto tem tudo para te fazer se sentir mais vivo, além de render imagens incríveis, já que os equipamentos raramente dão problemas e quase sempre o erro é de parte humana, o que torna o perigo dependente de você e de suas habilidades.

O BASE Jumping não é um esporte para os de coração fraco. Ele necessita que seus atletas tenham uma cabeça muito boa, conheçam seus próprios limites (até mesmo para saber até que ponto vale a pena arriscar para ultrapassá-los) e tenham capacidade de reagir a surpresas sem entrar em panico, além de reflexos para retomar o controle durante o salto para o caso de precisar ajustar sua posição ou trajetória. Uma vez que você saltou e está no ar é impossível cancelar, voltar atrás ou até mesmo desacelerar, o que necessita que você aja como profissional desde o início.

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Mas mesmo tendo conhecimento de todos os riscos e perigos do BASE Jump, seus praticantes parecem cada vez mais motivados em fazer esse esporte ultrapassar cada vez mais fronteiras. Por ser uma aventura e um esporte radical teoricamente novo, ainda há diversos lugares a serem desbravados e fazer o salto em um lugar nunca realizado antes costuma intimidar, dar frio na barriga e motivar até mesmo os mais experientes. Isso acaba se tornando até mesmo uma espécie de vício para os praticantes que cada vez mais querem rodar o mundo e descobrir novos lugares para saltarem e se sentirem vivos.

No Brasil, os lugares mais procurados para a prática do BASE Jump são a Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, a Pedra da Onça, no Espírito Santo e o Viaduto 13, no Rio Grande do Sul. No final de tudo, o que parece ser desprezo pela morte e pura loucura para alguns, é uma celebração da vida para outros.

Experience Zero Gravity from InfinityList on Vimeo.

 

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